Transição – O Teatro Mágico

outubro 7th, 2011

Uma linda homenagem do Fernando Anitelli e O Teatro Mágico para Belinha.

” Milagres acontecem quando a gente vai à luta”

Transição – O Teatro Mágico

Natal 2010

julho 10th, 2011

Aqui é a Natália, irmã da Iza Freitas.

Eventualmente vou postar algo aqui no blog para mantê-lo no ar.

Saudades.

1 mês…

junho 27th, 2011

 

Já faz um 1 mês… e parece que foi ontem. A saudade é grande, mas o amor só aumenta.

Vou postar o video da homagem que foi feita no dia 05/06 pela Maely e pelo grupo que ela tando AMA(sim, sempre no presente), O Teatro Mágico. Muitos com certeza já viram, mas foi muito especial.

http://www.youtube.com/watch?v=CiOurPvSynY

 

E também, não vou deixar de citar o carinho da Fernanda Paes Leme e do Paulinho Vilhena por terem ido à missa de 7º dia para dar um abraço nos familiares. A nossa Belinha é muito querida!

 

 

 

 

Dei uma lida nos comentários, e sim: vamos precisar da ajuda de quem quiser e puder. Sei que tem muita gente com texto, fotos, rascunhos que não foram postados. Então nos procurem para que possamos manter o blog no ar.

Aliás, se alguém que souber fazer montagens, puder ajudar com as montagens das fotos das tatuagens, eu agradeço.

 

 

Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você… ♫

Belinha, vou te guardar comigo ♫

junho 8th, 2011

Olá!
Eu sou Daiane, e já aviso: não escrevo como a Belinha. Estou aqui porque a Tia Nanci (mãe da Iza) me pediu para que postasse alguns links com homenagens para a nossa estrelinha, que no 21/05/2011 resolveu assumir seu lugar no céu.

O Jornal “A Tribuna” da cidade de Santos, publicou uma matéria na terça feira 31 de Maio de 2011, que nos conta um pouco da sua trajetória.
Através do link

http://twitpic.com/554syv/full

 

Matéria do blog do Jornalista André Rittes

http://gazetadasdorittes.blogspot.com/2011/05/ciao-bela.html?zx=a0aebde008095566

Da Escritora Leila Brito

http://letraporletra.com.br/wordpress/?p=1658

Por Jê Feitosa
http://nossovivercult.blogspot.com/2011/06/iza-freitas-ela-soube-viver-lutando.html

Me perdoem pela falta de jeito. Vai levar um tempo para me acostumar  e repassar para a Tia e pra Natália, sua irmã. Mas aos poucos tudo se ajeita.
O importante é não deixarmos de acessar, de visualizar os posts para mantermos este blog no ar, ok?
Vou separam também as fotos com as tatuagens, e videos das homenagens que a nossa estrela recebeu.

Capítulo 30

maio 5th, 2011

Nunca me senti tão eu em mim! Acho que os 30 anos é a idade da conscientização feminina! Sou quem quero ser AGORA! Perdoem meus excessos, transbordo por todos os poros! Não me pintes de Santa, quando digo que transbordo; não me refiro só ao amor! Também transbordo raiva, medo, desejo/tesão e claro que sim o amor também! Tenho em mim todos os sentimentos, uma vontade enorme de pular de pára-quedas, de gritar ao mundo que me encontrei! E me encontrar hoje, é saber me perder também. É saber exatamente o peso das minhas lágrimas e dos meus sorrisos. É saber pagar o preço das minhas escolhas e, principalmente, das minhas palavras. Fazer 30 anos, não é ficar velha não! Jamais! Trinta anos é aquele ponto que a fruta amadurece e pula sozinha lá do alto da árvore! Pra mim, fazer trinta anos é encontrar o eixo. É ser seu próprio centro de equilíbrio. Mas nem por isso não deixar-se desequilibrar, claaro!  Fazer 30 anos não é ter a “crise dos 30”, crise a gente tem desde que nasce até o dia que morre; aos 30 anos a gente só toma consciência de que aquilo é uma crise e que logo passa!

As Claves da Gaveta

maio 3rd, 2011

O texto abaixo é um texto arriscado de ser escrito, porque tudo que envolve algum tipo de laço; pode ser contaminado com a parte sentimental e com puxa-saquismo. Mas me arrisco mesmo assim, porque sei que quanto maior o laço eu tenho; acabo sendo muito mais crítica justamente por saber a capacidade do que pode ser feito.

 

… Portanto, sem alfinetadas! Rs

 

Escutei o novo trabalho de Fernando Anitelli. Não, eu sei que “O Teatro Mágico” é de muitas mãos e sons; mas esse é realmente o novo trabalho de Fernando Anitelli. Trata-se do primeiro CD solo de um cara acostumado a subir no palco com mais de 15 pessoas dividindo o mesmo. Agora todos se voltam para um homem sem pinturas, fantasias, e que agora compartilha o palco com apenas mais dois integrantes; um baixista e um baterista.

 

O nome escolhido para o primeiro CD foi “As Claves da Gaveta”. Essa idéia de titulo nasceu por se tratar de músicas guardadas na gaveta há tempos e agora foram mexidas, atualizadas e ganharam um CD feito com todo o carinho musical merecido. São músicas para serem degustadas acorde por acorde, como goles de vinho.

 

O Cd começa com “Menina do Balaio” de um arranjo com certo balanço que dá vontade chamar um par e dançar junto e agitadinho pelo salão. Ela tem uma ginga gostosa que a versão demo não tinha. A bateria é marcante e gostosa, ela que dá essa coisa dançante na música. A voz está ótima. Tudo está bem harmonioso.

 

Em seguida vem a música “Cuida de Mim” que perdeu o tom triste que tinha na versão antiga. Ela tem um piano (?) e o ritmo é gostoso e relaxante. Dá vontade de sentar no chão da sala e ouvir quietinha batucando levemente a mão em algum apoio, no mesmo ritmo da bateria. O instrumental está gostoso e mesmo não gostando do tom agudo do Fernando, nessa música ficou bom. Liberta um pouco as agonias, é uma música de desabafo, de pedido de socorro… É uma carência que se assume.

 

Eu não gosto da música “Soprano”. Não tente me entender, é uma música qual eu não gosto do arranjo, harmonia, sei lá como se diz. Essa nova versão tem trechos muito bacanas, gostoso, com um ritmo contagiante e tudo mais. Mas tem trechos confusos, sem harmonia, que tira todo o clima. Além disso, nessa música eu já não gosto tanto do agudo dele. Exagerou e foi muito alto. Mas assim, no geral a música tá ótima e os músicos sensacionais. Mas, pra mim, podia ser não necessariamente melhor; mas diferente.

 

“Na Varanda” está praticamente igual. É óbvio que milhões de vezes melhor, e tocada delicadamente. As partes instrumentais são deliciosas. Mas eu tiraria a voz feminina. Eu sempre ouvi essa música com voz feminina e o Fernando quase como segunda voz. Mas nessa versão que ele canta uma estrofe sozinho, deixa nítido que ele podia ter cantado a música inteira sozinho! Ia ficar linda!! Mas eu adorei a parte da música que eles só cantam “ahh…” ficou gostoso e foi o que deu uma mudada.

 

Eu amo o número 5 e esse número me segue desde que nasci :). Então achei que ia dar sorte da 5ª música ser a minha preferida. E não foi. Mas foi uma que eu também gosto demais; “Saudade de Chumbo”.

 

Essa música não mudou muito, a não ser pela introdução e pelo solinho no final. Lógico que em uma versão muito melhorada, mas essa é uma música que não vai surpreender tanto. E, eu preciso falar que achei fofo a parte do “carinho guardado”… ficou doce, delicado. Essa música me lembra sempre minha sobrinha de 6 anos.

 

A música número 6 eu não deveria falar!  Ela é muito especial pra mim. Tenho ela tatuada!! É av“Dos dias depois de amanhã”, conhecida como “Menina”. Mas vamos lá, tenho que ser fria e crítica. Ela está simples, com um outro balanço também. Não é necessariamente lenta, na verdade ela está bem jazz… E tem agudo! E quantos! rs! Mas não ficaram ruins! Juro! Ao mesmo tempo em que mudou bastante o ritmo, a música não perdeu a identidade.

 

A música “Durma medo meu”, ao contrário de “Na Varanda”, causou certa estranheza ver o Fernando cantando sozinho. Mas foi uma sensação inicial, aquela coisa do novo. Depois que ouve mais de uma vez fica até simpático isso. Essa é uma música que ficou bem diferente ela toda. Acredito que está entre uma das que mais vai surpreender. No final tem um efeitinho bacana e um som gostoso, diferente. Me veio som havaiano na cabeça, nada ver né?

 

“Perto de você” também está no repertório e está com uma leve mudança. Não é nada muito gritante, mas são mudanças significativas. Daquelas mudanças que só aprimoram, não muda completamente o rumo das coisas. Uma delícia ouvir o trecho da música que o Fernando canta “estou tão certo de você…” às 04h 21, no fone de ouvido.

A primeira que ouvi foi a “Realejo” e devo confessar, viciei total. A música ficou deliciosa, sem perder a as características que já tinha. Mas ao mesmo tempo, mudou tanto. A voz e a maneira do Fernando cantar; ficaram muito, muito, muito boa!!! Pra mim, é outra das melhores do CD. Eu faria dessa, carro chefe.

 

Sempre gostei da mensagem, mas nunca gostei muito da melodia da “Primeira Semana”.  Essa é a terceira versão que ouço e mesmo assim não ornou com meus ouvidos. Não sei muito bem explicar essas coisas, mas é uma pena quando gosto da música, letra, mas algo do conjunto não bate. No CD ela está bacana, com alguns artifícios interessantes. Mas não é aquela preferida.

 

“Samba de ir embora só” é com certeza a música mais esperada do CD. E pra mim ficou ótima! Eu tenho um gosto por músicas mais pesadinha, com uma guitarrinha forte e eu achei que ela ficou ótima. Muito diferente da versão tocada no Teatro Mágico, o que pode causar certo estranhamento e até rejeição. Pra mim, tá aprovadissima!

 

No geral, o CD é uma nova porta que irá se abrir na vida de Fernando Anitelli. Expectativas à parte, é um CD que eu acredito que terá muita crítica dizendo ser “mais do mesmo” e até que Fernando anda se contradizendo em relação a ser “Cover de si mesmo”.

 

As Claves da Gaveta é um CD para ser apreciado com certo gosto e conhecimento musical. Não é tietagem, dança, pulo, bagunça, é o momento inicial para Fernando Anitelli ser visto e criticado como músico e não mais como idealizador.

 

Eu aprovei e já estou ansiosa para o próximo!

Presente

abril 16th, 2011

E de repente um poeta me fez poesia. Eu já nem sei mais como foi que nos conhecemos e nem quando foi que ele passou a decifrar a minha alma. Mas tudo tornou-se diferente quando ele passou a ler minhas linhas, entrelinhas, meus pontos, vírgulas e meu interior. Ele passou a fazer tradução de quem eu era, pra que eu mesma soubesse. E escrever depois que ele apareceu, passou a ser menos dolorido e mais inspirador. Não que não doa, porque qualquer sentimento que for verdadeiro; dilacera. Mas com a presença dele a dor fica bonita e sempre surge um sorriso confortante perdido pelo ar. E ele me veste de mulher, aquela que eu não sei ser direito, todos os dias e brinca me trazendo sorrisos toda vez que enaltece  minhas linhas. Ele me chama de bailarina, sem nunca ter sabido o quanto eu quis ser uma. Ele é minha inspiração mais pura e minha massagem mais deliciosa.

 

D de divino, assim que ele é pra mim!

Vento de temporal

abril 5th, 2011

Vento de temporal – Por Iza Freitas e narração de Bruna Cavassani

 

De repente venta temporal naquele salão da menina bailarina. Ela, que continua passando os dias com portas e janelas escancaradas, de repente é surpreendida por ventos de temporal. Molha tudo por onde dança a menina do vestido colorido. O chão fica escorregadio e a menina se arrasta segurando em paredes pra lá e pra cá do salão. Desorientada a menina pensa em fechar portas e janelas. Mas sabe que já não sobreviveria mais trancafiada no escuro que já vivera por tanto tempo. A menina então se segura nas paredes e busca incansavelmente um modo de conter esse vendaval. Por vezes ela senta bem no meio do salão e reza, em meio à ventania, pra que o dia seguinte amanheça azul, e os ventos virem brisa suave que sopram seu ballet. A menina reza pra que a música torne a tocar embalando seu sorriso.

Na Minha Contra Mão

março 25th, 2011

Esse post é um pouco diferente. Você pode ouví-lo, clicando abaixo, ou então lê-lo normalmente! Cabe a você, leitor, escolher!

 

Iza Freitas – Na Minha Contra Mão

 

Ah! Agradeço à Bruna Mata, pela bela interpretação!!!

 

Nunca fui lá muito boa de localização. Desde pequena me perco pelo caminho. Não sei nunca em que rua estou e muito menos qual delas devo virar pra chegar no destino desejado. E assim sou com meus sentimentos. Nunca sei a hora certa e a errada de sentir as coisas. Eu sempre sofro nos meus momentos felizes porque sei que irão passar. Eu fico calma quando todos se desesperam e me desespero quando todos estão calmos. Eu sempre prefiro comer leite condensado antes da comida, do que depois; de sobremesa. Eu nunca choro quando sinto vontade, sempre choro depois que já passou tudo. Quando estou em pânico eu fico muda ao invés de gritar. Eu sempre calo o que queria falar, e falo o que queria calar. Eu quebro todos os pactos que faço comigo mesma. Sempre me atrapalho pra rezar; começo Ave Maria e termino no Pai Nosso. Eu nego abraços que queria aceitar. Eu faço charme quando quero agradar. Não sei telefonar e fico angustiada pra desligar quando me ligam. Eu nunca olho por onde ando, e sempre quase me jogo de alguma escada sem perceber.  Sempre tem uma escada no meu caminho, em todos os sentidos. Eu nunca sei meu caminho. Não sei qual a rua da vida que eu sempre viro errado. Tudo que eu quero antes de todo mundo; os outros realizam e eu não. Eu sempre quero algo material, mas quando ganho dinheiro acabo nunca comprando. Eu sempre sofro a tristeza dos outros, às vezes até choro por isso. Às vezes eu acho que dramatizo muito, às vezes acho que dramatizo é pouco; isso sim! Eu queria fazer psicologia e me formei em Jornalismo. Eu tenho medo de freqüentar psicóloga e achar mais problemas ainda. Eu finjo gostar das coisas pra agradar quando eu deveria ser sincera, e sou grossa demais quando eu deveria fingir gostar. Eu sempre brigo com quem eu amo, quem eu odeio eu sou educada. Eu não gosto de chocolate, mas como um suflair inteiro quando estou de TPM. Eu sempre me apaixono por homens estranhos. Eu não sei guardar segredos que são meus, só dos outros. Eu morro de vergonha com demonstrações de afeto, mas fico desapontada quando não recebo nenhuma. Eu já não sei pra que lado me atiro. Nem mesmo sei se devo me atirar. Sempre que meus machucados estão muito doloridos, eu faço uma tatuagem nova pra sentir uma dor que veio por escolha minha. Eu sou de opinião, mas acabo sempre fazendo a opinião dos outros. Quero aumentar meu mundo, mas ele só diminui. 54% da minha vida não é de verdade o que sou ou o que penso e gostaria que fosse. Estou no meio de uma avenida com várias ruas pra virar e não sei pra que rua a vida vai me levar. E isso me dói.

 

Constatando-me

março 20th, 2011

No domingo passado, 13/03, uma amiga minha que mora nos Estados Unidos; passou aqui em casa para nos vermos! Veio ela, os pais e o filho dela de um ano.

 

Foi um momento delicioso, porque eu a conheço desde que tenho 13 anos de idade. Estou prestes a fazer 30 anos, e aí a gente vê que tem história pra caramba nessa amizade aí. E tem mesmo, todas elas muito gostosas de lembrar!

 

Não é sempre que a vejo, e pra falar a verdade nossa amizade foi toda construída fora da internet e por isso não temos lá muito costume de papear no MSN ou seja lá o que for! Geralmente é tudo muito de passagem, só pra ter certeza que está tudo bem com uma e com a outra.

 

Em fevereiro, reencontrei no Rio de Janeiro, uma amiga que conheço desde os meus 11 anos de idade. Olha aí mais quanto tempo de amizade! E o reencontro se deu como se nos vessemos quase todos os dias, ou pelo menos uma vez por mês! E acredite, não é o que acontece.

 

Nos vemos quase de quatro em quatro anos e sempre de surpresa. Nos esbarramos em algum barzinho da cidade, ou até mesmo em formatura; uma sem saber que a outra iria! Mas todo encontro, sempre muito afetuoso e  divertido! Todos com aquela vontade de ter mais tempo, mais papo, mais tudo aquilo que quase nunca se tem na hora!

 

Dessa vez, o reencontro no Rio de Janeiro foi programado. Começou no facebook e acabou em uma deliciosa noite de conversa no restaurante Outback. E o mais gostoso de tudo, foi sentir que toda aquela intimidade e sintonia; não mudaram nada desde aquela época.

 

Nesse último final de semana, encontrei um amigo que já passamos por muitas coisas loucas e que já me fizeram ter certeza que nunca mais seríamos o que somos hoje. Estar na companhia desse amigo é sempre muito gratificante, pelo simples fato de poder sentir que com todas as ventanias que já enfrentamos; acabamos sempre conseguindo que a brisa suave sopre entre nós.

 

E o meu maior orgulho é esse; saber que mantenho contato com os amigos de ontem, hoje e sempre! Sem perder o jeito, sabe? Posso dizer que tudo flui bem desde os amigos de quando eu tinha 10, 11 anos, até os de hoje em dia!! Os que conheci no colegial, na rua, na faculdade, na internet, tudo!!!

 

E o mais legal, é que nunca cataloguei amigos. Se deixar eu misturo tudo no caldeirão e deixo a coisa ferver!!! Porque eu gosto mesmo é de ter todas as pessoas ao meu redor. Não importa onde e como nos conhecemos, mas sim a amizade que nutrimos.

 

Se tem uma coisa que me faz sorrir e sofrer, é algo que envolva a amizade. Eu sou uma pessoa que posso ter o defeito que for, pode me xingar do que quiser nessa vida! Mas se tem algo que eu sou e que eu realmente valorizo; é o termo AMIGO!!

 

E ao mesmo tempo em que tenho alguns momentos maravilhosos como esses reencontros com pessoas tão queridas, eu também acabo sofrendo e entrando em conflito com a visão dos outros sobre a tal da amizade.

 

Já fui uma pessoa 8 ou 80 com relação a amizades, ou era realmente amigo naqueles padrões que eu considerava, ou então não era ninguém na minha vida de menina blasé. Pra mim não servia (e na verdade ainda é difícil) amizades que eu considerava pela metade! Eu queria era o pacto de sangue!

 

Hoje em dia melhorei muito, eu confesso, mas ainda tenho lá os meus conflitos internos; que acabei por não expor mais pra não entrar em discussões desnecessárias e sem muita solução. Hoje prefiro acreditar que do mesmo jeito que preciso me adaptar ao próximo, preciso me adaptar a mim mesma. Saber que algumas coisas irão me machucar, devido às minhas expectativas e minhas formas de sentir.

 

Ainda acho absurdo quando apenas um lado rega a amizade. Ainda acho absurdo quando ouço expressões de “eu sumo e reapareço” (acho conveniente demais!). Ainda acho absurdo quando um lado só fala, e um lado só escuta. Ainda acho absurdo quando há “esforço” só de um lado. Ainda acho absurdo quando um lado é mais incondicional que o outro.

 

Mas, aprendi que somos responsáveis mesmo por aquilo que cativamos. E que ninguém tem direito de cobrar aquilo que nasceu pra ser voluntário, espontâneo. E que temos que ser o que somos e arcar com as conseqüências, cedo ou tarde.

 

E mesmo com todas as coisas que eu já aprendi, e que sei que ainda vou aprender muito, eu vou continuar sempre sendo fiel aquilo que eu acredito.